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IVINHEMA: Marido que matou Mariana com 58 facadas na frente das filhas será julgado em setembro
Júri popular de acusado de feminicídio de Mariana Defensor é marcado para setembro em Ivinhema
Ivinoticias
Foi marcado para o dia 04 de setembro de 2025, às 8h30, no Fórum da Comarca de Ivinhema, o júri popular de Jailton Pereira dos Santos, acusado pelo assassinato brutal de sua esposa, Mariana Agostinho Defensor, em setembro de 2024.
O réu será defendido pela Defensoria Pública Estadual, enquanto a acusação ficará a cargo do Ministério Público Estadual. Jailton responde pelos crimes previstos no artigo 121, §2º, incisos II, III, IV e VI, e §7º, inciso III, além do artigo 211, na forma do artigo 69, todos do Código Penal Brasileiro, que incluem feminicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O CASO QUE CHOCOU IVINHEMA
No dia 23 de setembro de 2024, Mariana, de 32 anos, foi dada como desaparecida. O veículo da família foi encontrado abandonado na Gleba Vitória, em Ivinhema, com Jailton desacordado no interior após tentar tirar a própria vida.
Durante as investigações, o caso foi tratado como feminicídio, e, ao recuperar a consciência, o suspeito confessou o crime. Segundo o depoimento, após uma discussão dentro do carro, na presença das duas filhas pequenas do casal — de 3 e 1 ano —, ele desferiu diversos golpes de faca contra Mariana e, em seguida, ocultou o corpo em um canavial na zona rural.
CRUELDADE E VIOLÊNCIA EXTREMA
O laudo pericial apontou que Mariana foi morta com 58 golpes de faca, sendo 17 somente no rosto, o que reforça a extrema violência do crime e o sofrimento causado à vítima. A brutalidade do ato, cometido diante das filhas, deixou a população em choque e abalou familiares e amigos.
IMPACTO E COMOÇÃO
A morte de Mariana gerou grande comoção em Ivinhema e em toda a região. Familiares relataram publicamente a dor da perda, destacando a luta da família para cuidar das crianças que ficaram órfãs da mãe.
A dor da família também foi expressa em uma carta aberta emocionante escrita pela irmã de Mariana, publicada nas redes sociais dias após o crime. No texto, ela relembra momentos de infância e a forte ligação que sempre tiveram, descrevendo Mariana como uma mulher alegre, batalhadora e dedicada às filhas. Entre lembranças e saudade, a irmã ressaltou o vazio deixado pela partida precoce e brutal, destacando a dificuldade em lidar com a ausência.
Em um dos trechos mais comoventes, ela relata o sofrimento das crianças que presenciaram a tragédia, mencionando o choro da filha que perguntava, “Quem vai ser minha mãe agora?”. A carta revela não apenas a dimensão da violência do crime, mas também o impacto devastador que a perda causou à família, que luta diariamente para dar continuidade à vida e oferecer amparo às meninas que ficaram sem a mãe.

