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Análise: São Paulo volta a sufocar nos próprios erros e parece não sair do lugar
Ivi Notícias/Gazeta esportiva
Após a renúncia de Julio Casares, a torcida do São Paulo chegou mais leve ao Morumbis na última quarta-feira. Contudo, o que tinha tudo para ser um ótimo dia, acabou-se tornando mais uma frustração. O Tricolor voltou a sufocar nos próprios erros individuais e perdeu por 3 a 2 para a Portuguesa, em casa, pela quarta rodada do Campeonato Paulista. O time voltou a ser assombrado pela oscilação. Mesmo levando em consideração o rodízio promovido por Hernán Crespo, a equipe parece não sair do lugar.
São Paulo inconstante
Crespo mandou a campo uma escalação alternativa do São Paulo, promovendo a estreia de Dória na zaga e o retorno de Calleri, recuperado de grave lesão, ao 11 inicial. O ataque ganhou em mobilidade com Lucca e Ferreirinha como titulares. O que se viu nos primeiros minutos, porém, foi uma partida bastante equilibrada e disputada. A Portuguesa teve mais a posse, com o Tricolor errando alguns passes na saída de bola.
Diante deste cenário, quem ficou com a possibilidade dos contra-ataques foi o São Paulo, que criou boa oportunidade justamente desta maneira. Quem esperava uma Portuguesa acuada se enganou. Foi a Lusa que dominou as principais ações do jogo nos primeiros 20 minutos. O Tricolor deixou espaços e esteve desorganizado na marcação. Faltou mais conexão entre os setores.
Depois da pausa para hidratação, o São Paulo pareceu acordar para o jogo. A equipe de Hernán Crespo passou a pressionar e forçar erros da Portuguesa, chegando com perigo duas vezes em menos de cinco minutos, com finalizações de Lucca e Ferreirinha. A partida começou a ficar mais animada, com os dois times mais atentos em campo.
Na reta final do primeiro tempo, o Tricolor deixou o ritmo baixar novamente e viu a Portuguesa finalizar duas vezes a gol. Rafael foi decisivo e defendeu as duas. De modo geral, os primeiros 45 minutos do confronto foram de bastante equilíbrio. O São Paulo foi ligeiramente melhor, mas pecou na eficiência em suas chances mais claras. Não foram 45 minutos brilhantes, e o Tricolor deixou a impressão de que, se pressionasse um pouco mais, marcaria o gol. O grande problema é que o mesmo valeu para a Lusa.
Desorganização culmina em derrota
No segundo tempo, Crespo voltou com uma mudança no meio-campo para circular mais a bola e criar maior volume de jogo: Marcos Antônio na vaga de Negrucci. No entanto, a Portuguesa fez os planos do treinador irem por água abaixo. Isso porque, em uma falha de marcação de Tolói, Renê se antecipou e abriu o placar para a Lusa. O São Paulo, então, passou a se lançar ao ataque e cedeu espaços para contra-ataques.
Crespo viu a situação incômoda da equipe em campo e resolveu mexer novamente, trazendo mais poder de fogo ao time. Luciano formou uma dupla de centroavantes com Calleri, enquanto Pablo Maia deixou o campo para a entrada de Bobadilla. A troca surtiu efeito imediato, com boa trama entre Luciano e Ferreirinha, mas Calleri pegou mal na bola embaixo da trave e desperdiçou.
O São Paulo começou a finalizar com mais perigo e rondar a grande área da Portuguesa. Contudo, cada contra-ataque da Portuguesa pareci assustar o Tricolor, desorganizado nas recomposições. A Lusa parou nas próprias limitações ofensivas, enquanto os donos da casa seguiram tentando igualar o placar. Aos 24 minutos, Crespo fez a alteração que mudaria o jogo e colocou Pedro Ferreira.
Foi dele a jogada para o gol de empate de Calleri.

